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TranspoAmazônia: especialista discute soluções para manter logística durante seca nos rios




Data: 27/05/2026



Diretor da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem, Felipe Cassab, defendeu em palestra o monitoramento contínuo dos rios amazônicos e apresentou série de medidas que podem auxiliar setor.

Por Jadson Lima, g1 AM — Manaus



Felipe Cassab, diretor da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem. — Foto: Jadson Lima/G1 Amazonas


 

A cabotagem e os impactos da estiagem nos rios amazônicos foram discutidos durante a palestra “A importância da cabotagem para a região amazônica – números e fatos”, ministrada por Felipe Cassab, diretor da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac). A atividade integra o III TranspoAmazônia — Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística, em Manaus.

 

O evento ocorre de quarta-feira (27) a sexta-feira (29), no Centro de Convenções Vasco Vasques, na zona Centro-Sul da capital amazonense. A programação reúne empresários, especialistas, investidores e representantes do setor de transporte para debater logística, infraestrutura e navegação na região Norte.

 

Durante a palestra, o diretor da Abac defendeu o monitoramento contínuo do nível dos rios, com emissão de alertas para que usuários antecipem embarques antes do agravamento da estiagem. Ele também citou a necessidade de realizar batimetrias prévias para identificar trechos críticos que precisam de dragagem.

 

Cassab mencionou, ainda, o uso de equipamentos de dragagem mais eficientes e a execução dos serviços no período adequado. Entre as medidas apresentadas, também estão batimetrias após as dragagens para validar os resultados e soluções anuais de infraestrutura voltadas à navegação e logística na Amazônia. Veja a lista:

  • Monitoramento constante do nível dos rios, com emissão de alertas aos usuários para permitir a antecipação de embarques;
  • Realização de batimetrias prévias para identificar trechos críticos que precisam de dragagem;
  • Uso de equipamentos de dragagem mais eficientes;
  • Execução das dragagens no período adequado, antes do agravamento da seca;
  • Realização de batimetrias após as dragagens para validar os resultados e garantir segurança à navegação;
  • Implantação de avanços anuais em soluções de infraestrutura voltadas à navegação e logística na região amazônica.

 

Em entrevista ao g1, Cassab afirmou que a cabotagem é responsável por cerca de 80% do transporte de produtos destinados à região de Manaus e ao Norte. Para ele, a operação do setor depende de infraestrutura capaz de garantir regularidade e previsibilidade ao transporte de cargas.

“A cabotagem tem uma importância grande para a região de Manaus. Assim como já foi mencionado anteriormente, 80% dos produtos chegam de cabotagem na região de Manaus, da região Norte acima do rio. Então a gente tem a preocupação de que a infraestrutura seja adequada para que o serviço possa ter uma regularidade, previsibilidade”, declarou.


Ao comentar o funcionamento da cabotagem na Amazônia, Cassab afirmou que o modal atua na ligação entre polos produtores e consumidores e depende de ações contínuas de infraestrutura para manter o fluxo logístico da região, especialmente durante períodos de seca severa.

 

Além das palestras, a TranspoAmazônia conta com painéis, exposições, lançamentos de livros e rodadas de discussão sobre transporte e logística na região Norte.

Fonte: 
https://g1.globo.com/am/amazonas/amazonia-negocios/noticia/2026/05/27/transpoamazonia-especialista-discute-solucoes-para-manter-logistica-durante-seca-nos-rios.ghtml


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